Calculadora de reserva de emergência: quantos meses de gastos guardar
Sua meta a partir dos seus gastos essenciais, os meses certos para a sua situação e a data em que você chega lá.
Uma calculadora de reserva de emergência parte de uma regra simples: a reserva deve cobrir de 3 a 6 meses de gastos essenciais, e de 9 a 12 se a sua renda é variável ou se outras pessoas dependem dela. Com R$ 3.500 por mês de gastos essenciais, isso dá de R$ 10.500 a R$ 21.000. A calculadora abaixo tira o seu número dos seus próprios gastos, sugere quantos meses fazem sentido para a sua situação e mostra quanto tempo você leva para chegar lá com o que consegue guardar por mês. Três moedas, sem cadastro.
Quantos meses de gastos a reserva de emergência deve cobrir?
Três meses é o mínimo, seis é a resposta padrão, e a resposta honesta depende de quão rápido você conseguiria repor a sua renda. Quem tem salário fixo e outra renda em casa se recupera com três meses de colchão. A reserva de emergência para autônomo é outra conversa: com dois filhos e nenhuma outra renda na casa, precisa de algo perto de um ano, porque um trimestre fraco e um carro quebrado podem cair no mesmo mês.
| Sua situação | Meses de gastos essenciais | Com R$ 3.500 por mês |
|---|---|---|
| Salário fixo, duas rendas em casa, ninguém dependente | 3 | R$ 10.500 |
| Salário fixo, única renda da casa ou com dependentes | 6 | R$ 21.000 |
| Renda variável, autônomo, MEI ou comissão | 9 | R$ 31.500 |
| Renda variável, dependentes e nenhuma outra renda | 12 | R$ 42.000 |
O número não protege você da emergência em si, mas do empréstimo que você faria para cobrir a emergência. Um conserto de R$ 1.500 no rotativo do cartão a 14% ao mês vira mais de R$ 2.000 de juros se leva um ano para quitar. Três meses de colchão transformam isso numa transferência.
Como a calculadora de reserva de emergência faz a conta?
Gastos essenciais por mês multiplicados pelos meses que você quer cobertos. É assim que se calcula a reserva de emergência, e toda a dificuldade está no primeiro número: a maioria das pessoas ou usa o gasto total do mês, o que infla a meta e faz parecer impossível, ou esquece as contas que só chegam uma vez por ano.
- Conta: aluguel ou financiamento, mercado, luz, água, gás, celular e internet, transporte para o trabalho, seguros, parcela mínima de cada dívida, mensalidade escolar, remédios.
- Não conta: restaurante, streaming, academia, roupas, viagens, o que você guarda todo mês. Se perdesse o emprego amanhã, isso seria o primeiro a parar.
- Some um doze avos das contas anuais: IPVA, IPTU, seguro do carro, assinaturas anuais. Um seguro de R$ 2.400 são R$ 200 por mês de gastos essenciais, mesmo que nenhum mês mostre isso.
Se você nunca registrou seus gastos, os essenciais costumam ficar entre 55% e 70% da renda líquida. Dois meses de registro trocam esse chute pelo seu próprio número, e a meta geralmente cai quando você vê o valor real.
Quanto tempo leva para juntar a reserva de emergência?
Divida o que falta pelo que você consegue guardar por mês. R$ 21.000 a R$ 300 por mês são 70 meses, quase seis anos. A R$ 500 por mês são 42 meses. A R$ 1.500, 14. A calculadora mostra a data além dos meses, porque “março de 2029” é um plano e “70 meses” é uma estatística.
| Meta | R$ 300 por mês | R$ 500 por mês | R$ 800 por mês | R$ 1.500 por mês |
|---|---|---|---|---|
| R$ 7.000 | 24 meses | 14 meses | 9 meses | 5 meses |
| R$ 10.500 | 35 meses | 21 meses | 14 meses | 7 meses |
| R$ 21.000 | 70 meses | 42 meses | 27 meses | 14 meses |
| R$ 42.000 | 140 meses | 84 meses | 53 meses | 28 meses |
Comece com um mês, não com seis. A maioria das pessoas que fixa uma meta de seis meses sem nada guardado desiste antes de completar o primeiro. Um mês de gastos essenciais cabe num trimestre para a maior parte das famílias, já cobre as emergências mais comuns, e o hábito de transferir o dinheiro no dia do pagamento é o que constrói o resto.
Onde guardar a reserva de emergência?
Num lugar que você alcance em um dia e que não possa perder valor na semana em que você precisar. Uma conta de poupança separada da conta que você usa no dia a dia é a resposta de sempre, e a separação importa mais que o rendimento: dinheiro que divide saldo com aluguel e mercado acaba gasto, não por fraqueza, mas porque você o enxerga como disponível. Se a conta render, melhor, mas o trabalho da reserva é estar lá, não crescer.
Dois lugares que parecem certos e não são: uma aplicação com prazo que cobra multa ou perde rendimento se você resgatar antes, e qualquer coisa cujo preço sobe e desce. A reserva é o dinheiro que você gasta no pior dia do ano, e o pior dia do ano costuma ser aquele em que o mercado também caiu.
Como montar a reserva de emergência passo a passo?
- Descubra o número real dos essenciais. Registre dois meses de gastos e separe o que sobreviveria a uma perda de emprego do que não sobreviveria.
- Coloque a primeira etapa em um mês. Deixe a meta completa num lugar visível, mas mire só no primeiro mês.
- Transfira no dia do pagamento. Uma transferência no dia 1 é uma decisão tomada uma vez. Uma transferência no dia 25 é uma decisão tomada todo mês, e ela perde.
- Mantenha fora da conta do dia a dia. Uma conta separada, ou um cofrinho de economia que é descontado do seu saldo disponível.
- Reponha depois de usar. Uma reserva de emergência que foi usada cumpriu o papel dela. A próxima transferência volta para ela antes de qualquer outra coisa.
É mais ou menos isso que o AI Money faz com os cofrinhos de economia: a reserva tem meta e data próprias, o dinheiro que está nela sai do saldo que você vê como disponível, e o app avisa se o ritmo leva você até lá. Anotar os gastos que dão o número dos essenciais não precisa de planilha: registre seus gastos pelo WhatsApp, por voz ou com a foto da nota, e o plano grátis continua grátis.
O que ele não faz também importa. Ele não abre conta de poupança, não movimenta dinheiro por você e não paga rendimento. Se a sua transferência já é automática e você só veio buscar o número, leve o número desta página e pule o download.
Perguntas frequentes
Entre 3 e 6 meses de gastos essenciais para a maioria das pessoas, e de 9 a 12 meses se a sua renda é variável, se outras pessoas dependem dela ou se não há outra renda em casa. Com R$ 3.500 por mês de gastos essenciais, isso dá de R$ 10.500 a R$ 21.000, ou até R$ 42.000 no caso mais exposto. Essenciais são aluguel, alimentação, contas da casa, transporte, seguros e parcelas mínimas das dívidas, não tudo o que você gasta.
É suficiente quando a sua renda é fixa e há outra renda em casa, porque três meses costumam ser tempo bastante para repor um salário. Fica curta se você é a única renda ou tem dependentes, e a reserva de emergência para autônomo raramente cabe em 3 meses, porque um trimestre fraco e uma conta inesperada podem cair juntos. Nesses casos, de 6 a 12 meses é a meta mais segura.
Multiplique seus gastos essenciais do mês pelo número de meses que você quer cobertos. Os essenciais incluem moradia, mercado, contas da casa, transporte, seguros, parcelas mínimas das dívidas e um doze avos das contas anuais, como IPVA e IPTU; ficam de fora restaurante, assinaturas, roupas e viagens. Se você nunca registrou seus gastos, os essenciais costumam ficar entre 55% e 70% da renda líquida.
Divida a meta pelo que você consegue guardar por mês. Uma reserva de R$ 21.000 leva 70 meses a R$ 300 por mês, 42 meses a R$ 500 e 14 meses a R$ 1.500, sem contar rendimento. A maioria das pessoas chega mais rápido mirando primeiro em um mês de gastos essenciais e subindo a meta depois que o hábito de guardar no dia do pagamento já está firme.
Numa conta de poupança separada da conta que você usa no dia a dia, com resgate em até um dia e sem oscilação de preço. A separação importa mais que o rendimento, porque dinheiro que divide saldo com os gastos do dia a dia acaba gasto. Evite aplicações com prazo que cobram multa no resgate antecipado e qualquer coisa cujo valor possa cair na semana em que você precisar.
Monte uma pequena primeiro, mais ou menos um mês de gastos essenciais, depois ataque a dívida cara e só então complete a reserva. Sem nenhum colchão, a próxima surpresa volta direto para o cartão que você está tentando quitar. Com um mês guardado, você pode jogar tudo o que passa das parcelas mínimas na dívida e ainda absorver um conserto ou uma conta médica sem pegar empréstimo.
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